Research Buzzwords

•09/02/2010 • Deixe um Comentário

Today was my first day as a researcher! That’s right, I’m back on track with my PhD thing and I am loving it! Yeah! I will be working full-time, as far as the words “working” and “full-time” apply in the context of the PhD process. I am still trying to find my place in the computer games research world, but I do know that it will revolve around Game Design, Business Models and Social Networks. So I did this:

Reseach KeywordsIt was easy to do, which makes it a pretty good exercise to begin with. Probably there are things missing in there, but it’s not bad for starters. Most of them are the keywords from Järvien’s blog. Somewhere inside those circles in that image is my research question… or is there?

(Awesome post this was! It has romance, comedy, science and… mystery!)

Até um dia destes, avô

•03/02/2010 • 1 Comentário

Quero deixar escrito como me vou lembrar sempre do meu avô. Era um homem humilde e muito reservado. Passava despercebido na aldeia, mas creio que tinha o respeito do povo como alguém de quem não havia nada a apontar. Era fácil apanha-lo a ler a Bíblia em casa ou a orar debaixo de uma parreira.

Sou um privilegiado porque vi a luz que tantas vezes parecia escondida debaixo do alqueire. Há muitos anos atrás trabalhei com ele durante o verão no seu ofício de pintor. Era o mestre e o aprendiz, nem mais nem menos. Ele ensinou-me a arte de pintar em madeira e cimento, ao rolo e ao pincel. As paredes pintadas por ele distinguem-se por textura entrelaçada, criada pela passagem trincha meticulosamente perpendicular entre demãos. Pode parecer estranho, mas consigo ver a mão do meu avô numa parede tão claramente como a de um artista num quadro.

Mas nesse ano não aprendi só a pintar. Já sabia como o meu avô lidava com as pessoas lá em casa, mas vê-lo a falar com patrões e colegas foi conhecer uma pessoa nova. Aí ele brilhava. Eu vi o seu exemplo de humildade e santidade deixar outras pessoas envergonhadas, sem que para isso ele tivesse que dizer coisa alguma. Independentemente de quem estivesse lá para ver, ele passava o excedente da hora de almoço em oração.

À medida que fui crescendo no conhecimento do Senhor, apercebi-me de uma coisa: da mesma forma que consigo olhar uma parede e ver a mão do meu avô, consigo olhar para o meu avô e ver a mão de Deus.

Até um dia destes, avô ti Urbino.

a Bíblia para todos – primeiras impressões

•08/11/2009 • 1 Comentário

Comprei um exemplar d’”a Bíblia para todos” na fnac. É uma edição literária da Bíblia, pensada para quem nunca a leu antes. Resumindo acho que: 1- é uma boa iniciativa para colocar a Bíblia disponível a mais pessoas; 2- é uma edição ideal para ler “a eito”; 3- a tradução favorece muito a compreensão do texto bíblico em detrimento da beleza linguística. Desenvolvendo…

Logo que soube acerca da existência deste livro, soube que o tinha que comprar, e por vários motivos diferentes. Em primeiro lugar, é de apoiar qualquer iniciativa que leve mais pessoas a entrar em contacto com a Bíblia. É uma publicação feita por uma editora secular, Círculo de Leitores (se bem que em colaboração com a Sociedade Bíblica), que tratou de colocar este livro em lugares de destaque nas livrarias da fnac e da bertrand. A Palavra de Deus está assim mais acessível e desmistificada. As Bíblias estão lado a lado com outras obras literárias, com um design sóbrio mas convidativo que farão muitos leitores pegar e levar para casa. O timming para a publicação não poderia ter sido mais perfeito. Os últimos insultos do escritor de “Caim” não aumentaram só a vendas desse livro mas também deste Livro. Afinal, “toda a publicidade é boa publicidade”, é o que dizem os especialistas. Quis contribuir para o sucesso desta edição. Que bom seria se fosse este o novo Best Seller em Portugal!

Por dentro, esta Bíblia é bem diferente das outras que conheço. O texto é seguido, sem os números de capítulos nem versículos para atrapalhar. Só existe uma pequena indicação no topo da página de quais os versículos que estão nessa página. O tamanho e o tipo de letra também convidam a uma leitura mais corrida. Os livros do Velho Testamento estão organizados segundo o tanahk judeu, ou seja, em primeiro os livros da Lei, depois os profetas seguido dos escritos. Foi engraçado ver a minha irmã, que não sabia disto, a demorar quase 2 minutos a encontrar o livro dos Salmos :) . Depois tem os apócrifos. Chama-os de deuterocanónicos, mas são apócrifos. Eu estava decidido a ler esta Bíblia de uma ponta à outra, se não fosse o seguinte ponto.

Não gosto muito desta tradução. As linhas orientadoras para esta tradução, feita por católicos e evangélicos, estão bem claras no prefácio. Quiseram trazer o texto Bíblico para uma linguagem actual de nível médio, sem recorrer paráfrases mas também deixando de lado pormenores da linguística dos textos originais. O resultado, para mim, foi um texto mais pobre. Mesmo sem ler muitas passagens, apercebi-me que muitos recursos estilísticos ficaram pelo caminho. Vou só dar dois exemplos mas que mostram o que se passa por todo o texto:

  • Salmo 23:6 “Habitarei na Casa do Senhor por todos os meus dias.”, enquanto que a minha Ferreira de Almeida diz: “Habitarei na casa do Senhor por longos dias.”
  • Efésios 4:1 “Peço-vos, portanto, eu que estou preso por causa do amor do Senhor.” e Filemon 1:1 “prisioneiro por causa de Jesus Cristo”, em vez de “Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo.”

Por isso acho que a “edição literária” está menos literária que outras versões que tentam manter mais o estilo e beleza dos textos originais.

Continua a ser uma boa prenda de Natal para alguém que não conheça a Palavra de Deus. Se aceitar as palavras deste livro, terá muito tempo para se maravilhar com as riquezas escondidas na Bíblia.

Vídeo do meu bandolim

•17/10/2009 • 1 Comentário

Já há algum tempo que queria fazer um vídeo com o meu bandolim novo, e foi hoje. Gravei o vídeo com o telemóvel, gravei o som ligando directamente o bandolim ao garage band pelo line-in do mac. O som é apenas o que foi apanhado e pré-amplificado no bandolim, e pode-se dizer que o resultado é impressionante. Há quem diga que o meu bandolim, Godin A8, é o melhor electro-acústico que anda por aí. Comprei-o novo, no ebay, sem nunca ter visto nenhum ao vivo, e até agora só tenho bem a dizer dele.

Agora só falta aprender a tocar em condições :) Mais vídeos se seguirão.

Descansa em paz, chapéu espectacular

•12/10/2009 • 4 Comentários
Chapeu Fred Perry

Chapeu Fred Perry

Permitam-me que vos explique uma coisa acerca de chapéus: não os levem à lavandaria. Este é o chapéu, ou o que resta dele. Foi brutalmente desfigurado na lavandaria. A senhora do esbelecimento avisou que ele poderia estragar-se mas mesmo assim a minha mãe, desconhecendo a importância da missão que lhe confiei, abandonou-o lá à sua sorte.

Permitam-me que vos explique outra coisa acerca de chapéus: um chapéu é muito mais que um adereço de moda. O meu querido chapéu… Sabem, este foi o meu primeiro. Vi-o na loja, trocamos alguns olhares, eu sorri para ele e saí. Passados 3 minutos esta de volta ao pé do chapéu, a dizer-lhe o quanto gostava dele e que deveríamos ficar juntos para sempre. Bastantes euros depois, saía da loja com o meu novo amigo.

Claro que no início não foi nada fácil. Permitam-me que vos explique algo acerca de chapéus: é mais difícil do que parece. É como andar de cavalo, digo eu. Sentar em cima do cavalo é canja, assim como o é colocar qualquer peça de vestuário na cabeça, mas depois é preciso “domar” o bicho. Não se anda por onde se quer. É o chapéu que manda, como se fosse um dispositivo de controlo da mente. Eu escolhia os percursos mais discretos, onde a probabilidade de  ser notado fosse menor. Quando entrava numa sala as pessoas diziam: “Olha! Um chapéu! E o Tiago está debaixo dele…”. Eu era só o transporte de Sua Excelência. O adereço era eu. Aos poucos, a situação altera-se. Vamos dobrando o chapéu à nossa vontade. Passa a haver confiança para usar o dito em declives diferentes consoante o nosso estado de espírito. O chapéu funde-se com o resto do corpo. Quando entrava numa sala as pessoas diziam “Olha! O Tiago! E traz um chapéu espectacular em cima dele!”. E eu sorria e tirava o chapéu.

Porque, e permitam-me que vos explique isto acerca de chapéus: o que é espectacular em pôr um chapéu é que depois tira-se o chapéu. Quando passa um funeral, basta tirar o chapéu e colocar junto ao peito para mostrar um nível de respeito e pesar de uma forma notavelmente digna. Amigos, tirar o chapéu é cavalheirismo em modo fácil. As senhoras derretem-se quando quando as cumprimentamos levantando o chapéu, e até para os mais respeitosos senhores basta segurar a borda da frente do chapéu para obter reconhecimento. Sempre que levo o chapéu para o local de trabalho, o meu dia começa cheio de estilo, com um lançamento despreocupado do chapéu para o cabide que se encontra a uns metros de distância. No dia em que acertar vai ser espectacular…

A Missão Integral

•07/10/2009 • 2 Comentários
Reflexão sobre o texto: A Missão Integral (Kivitiz, 2009)

A Missão Integral, segundo este texto, é a visão holística daquela que é a grande comissão da Igreja do Senhor na terra: “Ide por TODO o mundo e pregai o evangelho a TODA a criatura.” (Mc 16:15). É obrigação de todos os crentes em Jesus fazer o Seu nome conhecido, para que mais e mais pessoas coloquem Deus no lugar que lhe é de direito, ou seja, o de Senhor. De cada vez que uma alma se converte, o Reino de Deus progride na Terra porque significa que mais uma parte da humanidade rejeitou o reino das trevas e rendeu-se à soberania de Deus. Sabemos que todo o joelho se dobrará um dia (Rom 14:11) mas isso não significa que possamos descansar na promessa futura de que Jesus reinará definitivamente na Terra. Deus, nas três pessoas do Pai, Filho e Espírito Santo são dignos de todo o louvor adoração hoje e por isso temos, enquanto Igreja, de levar mais e mais pessoas a Cristo. Claro que enquanto estivermos a fazer isto estaremos a fazer o maior bem que se pode fazer a uma pessoa condenada e eternamente separada de Deus, mas o foco principal está na restauração da relação da humanidade com Deus e da soberania de Deus sobre a humanidade. O contributo de cada filho de Deus pode parecer ínfimo aos nossos olhos mas não é de todo desprezível aos olhos de Deus. Deus não faz as contas da mesma forma que nós. Esta visão obriga-nos a abrir os nossos horizontes de proclamação do evangelho. É urgente proclamar a Sua mensagem ao maior número de pessoas possível.

Tenho que concordar plenamente com a proposta da Missão Integral para a visão que a Igreja deve ter acerca da evangelização, mas creio que esta ideia não está muito em voga no seio da comunidade cristã que me é mais próxima e talvez aconteça nos países desenvolvidos em geral. Ouvem-se dizer coisas como: “o tempo das grandes campanhas evangelísticas acabou, o método mais viável é a evangelização pessoal”. Esta forma de pensar leva a concentrarmo-nos em fortalecer as igrejas dentro das suas paredes, quando a melhor forma de faze-la crescer em número e santidade é lá fora, falando aos outros. Ficamos satisfeitos com os baixos números de almas que se salvam em cada ano. Refugiamo-nos na adversidade dos tempos, acabando por baixar os braços. Em vez de atacarmos “as portas do Inferno” (Mt 16:18) estamos à defesa e a perder terreno para o inimigo. Como diz o texto, e bem, a salvação é pessoal mas não individual. Claro que a envangelização pessoal deve acontecer como parte do crescimento espiritual de cada um que se diz filho de Deus e devemos ser sal e luz no trabalho, famlília, etc., mas a comissão da Igreja não pode ficar reduzida a isto. A Igreja é o veículo de progressão do reino de Deus.

Dito isto, resta-me colocar joelhos e pedir perdão pelo que não tenho feito. Só de algum tempo a esta parte é que a minha mente e coração se têm aberto esta ideia mais “calvinista” da soberania de Deus. Há coisas difíceis de entender quando tentamos ver “the big picture”, mas é maravilhoso pensar na nossa posição em Cristo e do nosso papel na história do Universo. Que eu seja como o profeta Isaias, que depois de contemplar o Trono de Deus, sinal de soberania, teve que render-se e dizer: “Eis-me aqui, envia-me a mim.”

first post!!!!111onze

•07/10/2009 • Deixe um Comentário

First post!

… é o que se me ocorre dizer. Christian-gamer-monty-python-geek parece-me um bom nome para o meu blog. É fácil de decorar e a sigla soa bem: queguenpge. Eu sou todas estas coisas (mais algumas, talvez), e sou só uma pessoa. Não tenho quádrupla personalidade nem nada que se pareça, mas sou um bocado de cada uma destas coisas (umas mais que outras).

Tenho que ir dormir e assim.