Descansa em paz, chapéu espectacular
Permitam-me que vos explique uma coisa acerca de chapéus: não os levem à lavandaria. Este é o chapéu, ou o que resta dele. Foi brutalmente desfigurado na lavandaria. A senhora do esbelecimento avisou que ele poderia estragar-se mas mesmo assim a minha mãe, desconhecendo a importância da missão que lhe confiei, abandonou-o lá à sua sorte.
Permitam-me que vos explique outra coisa acerca de chapéus: um chapéu é muito mais que um adereço de moda. O meu querido chapéu… Sabem, este foi o meu primeiro. Vi-o na loja, trocamos alguns olhares, eu sorri para ele e saí. Passados 3 minutos esta de volta ao pé do chapéu, a dizer-lhe o quanto gostava dele e que deveríamos ficar juntos para sempre. Bastantes euros depois, saía da loja com o meu novo amigo.
Claro que no início não foi nada fácil. Permitam-me que vos explique algo acerca de chapéus: é mais difícil do que parece. É como andar de cavalo, digo eu. Sentar em cima do cavalo é canja, assim como o é colocar qualquer peça de vestuário na cabeça, mas depois é preciso “domar” o bicho. Não se anda por onde se quer. É o chapéu que manda, como se fosse um dispositivo de controlo da mente. Eu escolhia os percursos mais discretos, onde a probabilidade de ser notado fosse menor. Quando entrava numa sala as pessoas diziam: “Olha! Um chapéu! E o Tiago está debaixo dele…”. Eu era só o transporte de Sua Excelência. O adereço era eu. Aos poucos, a situação altera-se. Vamos dobrando o chapéu à nossa vontade. Passa a haver confiança para usar o dito em declives diferentes consoante o nosso estado de espírito. O chapéu funde-se com o resto do corpo. Quando entrava numa sala as pessoas diziam “Olha! O Tiago! E traz um chapéu espectacular em cima dele!”. E eu sorria e tirava o chapéu.
Porque, e permitam-me que vos explique isto acerca de chapéus: o que é espectacular em pôr um chapéu é que depois tira-se o chapéu. Quando passa um funeral, basta tirar o chapéu e colocar junto ao peito para mostrar um nível de respeito e pesar de uma forma notavelmente digna. Amigos, tirar o chapéu é cavalheirismo em modo fácil. As senhoras derretem-se quando quando as cumprimentamos levantando o chapéu, e até para os mais respeitosos senhores basta segurar a borda da frente do chapéu para obter reconhecimento. Sempre que levo o chapéu para o local de trabalho, o meu dia começa cheio de estilo, com um lançamento despreocupado do chapéu para o cabide que se encontra a uns metros de distância. No dia em que acertar vai ser espectacular…


Maninho, gosto muito de te ver de chapéu, bem sabes! Esse chapeu que acabas de perder era realmente espectacular, mas não fiques triste. Como diz o outro: “Chapéus, há muitos!!!”.
Beijo grande para o meu mano cheio de estilo com e sem chapéu!
Como te compreendo… o meu ainda mais espectacular chapéu, o primeiro, também se foi. A culpa ainda dói, quem cometeu o crime de o abandonar (algures, sabe-se lá onde, em terra de tripas) fui eu.
http://www.programaslivres.net/blog/wp-content/uploads/2008/08/marcosmarado.png
Arranjei-lhe um substituto. Uma espécie de segundo, mas que é mais o #3. E já lhe ganhei um carinho especial, particular. Mas este, este é daqueles que tu sabes que até na concepção foi feito para ser um “chapéu espectacular”, um chapéu especial. Foi feito num sítio especial, com carinho e dedicação, e onde, aí sim, chapéus há muitos…
http://www.afabricadoschapeus.com/
@Marado: BEST.LINK.EVER! Obrigado!!
Obrigado também à minha mana. Vejo que compreendem o que é todo este novo mundo de usar chapéu.
“Pera aí… O Internet Explorer não é aquele programa que vem com o windows para fazer o download do firefox?” Xelente