O Homem vaidade

Vivemos numa era de superficialidade. No geral, as pessoas vivem sem pensar no grande esquema das coisas, mas saltitando de futilidade em futilidade. A nossa sociedade valoriza muito a fama e bens materiais. São estes os principais medidores de sucesso pessoal, a conta do banco e o mediatismo. Por todos os motivos que Rojas disse no seu livro O Homem Light, isto conduziu a que a nossa sociedade se tornasse hedonista, consumista, permissiva e relativista. Se pintássemos um quadro geral dela, estas seriam os “tons” predominantes. No entanto, se nos aproximássemos desta pintura, veríamos alguns pontos contrastantes.

Falo de pessoas que se destacam das demais, e demonstram serem genuinamente altruístas, generosas e mais profundas, mesmo que não tenham tido um encontro verdadeiro com Cristo. É sobre essas almas que quero reflectir. São indivíduos que se excedem a cada dia, sempre reconhecidas como “boas pessoas”. Eles procuram conhecer mais do mundo à sua volta e também de uma ou outra forma fizeram uma viagem interior mais ou menos espiritual. Todos conhecemos pessoas assim, quer pessoalmente no nosso círculo de amigos, ou outros que se notabilizaram pela sua dedicação a uma causa nobre.

Mas que tragédia é! Todas as suas boas acções acabam no momento da sua morte. Nada mais podem usufruir do esforço do seu trabalho assim que perdem a vida. Acrescentando a isto, “todos pecaram e estão aquém da glória de Deus” (Rom 3:23), o que faz com que não cheguem à salvação. Para outros que muito procuraram o sentido para a vida, uma razão para existir lógica ou uma justificação para a sua ética, se não chegaram a Jesus, então foi como se tivessem morrido no meio do deserto sem nunca ter encontrado o Caminho (Jo. 4:16).

O livro de Eclesiastes conta na primeira pessoa acerca de um homem assim. Alguém que teve tudo (Ec. 2:4-10), buscou sabedoria (Ec. 1:13) e procurou fazer o bem (Ec. 3:11-12). No entanto, tudo isto o Pregador considerou vão, e no fim disse apenas: “Teme a Deus, guarda os Seus mandamentos, porque este é o dever de todo o Homem”.

Sem esperança na vida eterna é muito difícil contra-argumentar o hedonismo. Sem Cristo não há pensamento humano que satisfaça plenamente a eternidade que existe no coração do Homem.

~ por tralves em 08/04/2011.

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